quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Luto contra ao nosso mórbido silêncio!

Gostaria de me calar neste momento, mas a minha indignação é tão grande!
Tão grande!
Que extravasa a minha capacidade de me manter apático e indiferente a um cenário político-social tão enojante!
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A tamanha indignação que consome a minha alma quase não me permite escrever, ou manter qualquer outra forma de comunicação, depois da lastimável e absurda atuação do nosso Senado Federal no dia de ontem (12.09.2007), absolvendo o senador Renan Calheiros da tão merecida e esperada cassação. Mas mesmo com tamanho flagelo no meu senso moral não posso me atrever a ficar calado, não posso!
Estou de luto meus caros , de luto!
  • De luto pelo patético papel do nosso congresso nacional, antro do mais impensáveis absurdos morais e éticos;
  • De luto pela falta de vergonha dos nossos senadores ao absolverem um parlamentar cuja evolução patrimonial pós-ingresso em carreira pública aumentou de forma absurda;
  • De luto por ter um governo que para ter apoio na votação de ações de seu interesse se "meretriza" entregando cargos e benesses aos aliados e aparelha de forma absurda e imoral a máquina estatal;
  • De luto porque o próprio Presidente da República em meio a tantas evidências incontestáveis de corrupção do presidente do senado, ainda tem a tremenda cara de pau de defendê-lo publicamente;
  • De luto porque o nosso povo, no qual eu me incluo, nada faz diante de tamanha tragédia moral;
  • De luto porque o nosso mórbido silêncio é tremendamente tão imoral, absurdo e inaceitável quanto às práticas nefastas e corruptas dos nossos parlamentares eleitos democraticamente.

Até quando issso continuará acontecendo?

Eu respondo:

Até a nossa inércia tomar fim, e tivermos a coragem de tomar a única atitude capaz de promover mudança nesse horrendo cenário, que é a tão sonhada revolução social, que acontecerá às custas das manchas da tinta vermelha de toda essa geração dos corruptos. Quando de fato adentrarmos no Congresso Nacional, demais casas legislativas, judiciárias e executivas, e numa atitude coletiva e enérgica os transformarmos em verdadeiros ambientes democráticos, nem que para isso não deixemos pedra sobre pedra, depois disso sim, teremos a tão sonhada mudança de que precisamos.

"De tanto ver crescer as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chegará a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto" Rui Barbosa

gabriel

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